segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Sua mensagem foi visualizada às 13:06


Sabe qual é o seu problema? Não admitir que tem problemas. E sabe qual é o meu? Aceitar que é “normal” que você não queira admitir isso porque de alguma forma isso faz “parte de você” e eu tenho que “te amar” como você é. Encontre o erro.

Em forma de desabafo eu quero te dizer que eu estou cansada da maneira acessória que você me trata, e eu não digo isso da boca para fora não. Foram precisos muitos dias, muitas negativas, muitos tropeços e frases como “engole esse choro” para perceber que talvez eu nem te ame tanto assim. Ou ame, mas não gosto de amar não. Sabe o motivo? Você é péssimo. Você tem sido primorosamente péssimo.

Eu acho tão feio quando as pessoas fingem se importar com as outras, mas tão feio que se você soubesse apenas 1/8 disso, jamais pensaria duas vezes antes de tentar fazer isso comigo. Eu não acho que deva ser exclusividade sua, ou da sua personalidade essa mania de achar que todos são como você. Que querem uma barreira segura entre o “você não está bem mas eu não vou perguntar” e o “você não está bem e eu quero te ajudar”. Não, as pessoas, algumas delas, não são assim. O choro é livre.

Mania ridícula essa de esperar alguém pisar no parapeito para cogitar estender a mão sabe? Escroto isso. Eu odeio sinceramente todas as vezes que você decide abrir a sua linda boquinha para fingir uma preocupação forjada, vazia e cheia de nada. Vocês são assim, no primeiro momento se sentem culpados por não estarem realmente se importando e vão lá dar um jeitinho de arrumar a merda. No segundo momento cansam dessa brincadeira e deixam pra lá. Simplesmente ignoram. Varrem para debaixo do tapete. Como se isso pudesse de alguma maneira ajudar né. Pois fique sabendo, não ajuda, só joga a merda toda no ventilador. Nada é pior do que tentar escalar uma montanha contando com uma mão que será recuada no meio do caminho.

Eu estou imensuravelmente cansada. Tão exausta, que se fossemos uma foto, eu queimaria nós dois ou rasgaria no meio, só para cortar a ligação. Para deixar a conexão se perder por aí. Experimentar um pouco o que é essa coisa de não ligar pro outro. E olha, não vem com esse “discursinho” de que nem todo mundo se importa mesmo e as pessoas não são obrigadas, pois você sabe do que eu tô falando. E se não sabe, bem, você é pior do que eu imagino.

Eu desisto dessa brincadeira de “aceitar o outro como ele é” por um “bem maior” ou por um “amor de verdade”, cansei. Porque a verdade é que ninguém nos aceita como somos e hello, continuamos nossa vida lindos e maravilhosos. Acontece que diferente de pessoas como você, eu realmente me importo, eu realmente me sinto um acessório que você usa quando quer, na hora que quer e que convém, e quando não convém mais... ops, desculpa você é a última da fila, já já nos falamos.

Você visualizou essa mensagem há 16 horas. Ontem eu te amava assim, mesmo não gostando desse jeito “não me toque” ou “vou te tratar como eu quiser porque sim”, hoje, tô te achando um merda. E não sei não se te amo ainda.


Ah! E se te interessa saber, eu não tô bem. Beijão.