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Diarréia Verbal

ㅤㅤㅤㅤ Elas desprendessem da minha garganta como mucos de saliva, recheados com sentimentos inadvertidos. Sinceramente, pouco me importa agora. Estão no meu estômago. Revirando tudo que podem e como podem. Deixam-me enojada. De fato, não literal. Algo está prestes a pular de dentro de mim, como se um gancho adentrasse minha boca e penetrasse em meu coração e logo em seguida fosse puxado com a força de um carro. Lugar errado. Ai meu estômago. Revira. Embrulha. Desperta aquela sensação que meus sentimentos adoram provocar. Aquela coisa, que eu não sei dizer exatamente o que é, mas que me deixa um pouco tonta, um pouco sufocada e muito fora de mim. Preciso de um banheiro. Urgente. Ai! Meu estômago. Analogicamente, coração e mente. Lápis e papel. Obrigada, se é que existe alguém a quem agradecer. Meu banheiro, a escrita. Saiam de perto, não vai ser agradável. ㅤㅤㅤ ㅤㅤㅤㅤ - ㅤㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ⋆ ㅤㅤㅤ ㅤㅤㅤ

Anjos & Flores

⋆ "Ninguém pode te deter, se tiver fé. Lute forte, sem medidas. Não deixe de crer [...]” Dulce – No Pares ♫ “Já não fazia diferença. Aquilo havia a consumido de tal forma que nem ela mesma sabia como e quando havia começado. E a partir dali nada mais poderia ser feito. Algum tempo se passou e ela continuava ali, sentada naquela velha cadeira, observando o tempo ir e vir diante de seus olhos. Continuava ali, remoendo e revivendo momentos que não a faziam bem, momentos que só a matavam, mais e mais, pouco a pouco. Morta para seus sentimentos. Nada ia parar aquela dor, que gritava dentro dela, que sussurrava enquanto dormia que puxava lágrimas de seus olhos. E sempre que fechava os olhos ela podia lembrar, podia sentir e reviver aqueles momentos, aqueles sorrisos, aquelas mentiras. “E como pode? Como pode uma pessoa ser capaz de dilacerar a outra sem ao menos tocá-la?”. Se perguntava. E noite, pós noite, voltava a se perguntar. Já não chorava. As lágrimas em seu rosto ...