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Sweet dream

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Fecho os olhos. Eu ainda posso ver. Seus passos graciosos tomavam conta daquele ambiente. Não sei bem descrever como era, sua delicadeza e suavidade estavam absorvendo toda a minha atenção. Deslizava, para lá e para cá, como a brisa leva com carinho pequenas e frágeis bolhas de sabão.


AH minha doce pequenina. Quem um dia poderia dizer o que carregava em teus olhos. Sim, aqueles olhos. Então eu disse "você está tão linda hoje". Um sorriso bobo e um suspiro que já havia sido dado. Ela por sua vez, parecia não estar conectada, parecia estar em uma dimensão além, superior. Sua pele era branca e suave como uma pétala de rosa. Seus lábios não tinham cor e nem brilhavam como cristal, apenas eram macios e em relevo.


AH minha doce pequenina. Deixe-me aqui, com minha imaginação azul oceano. Deixe-me aqui, respirando teu ar. Ouvindo sua voz e desejando-te imensamente. Ela veio em minha direção. Ela estava tão perto. Ela ia me tocar. Levantou teus pequenos dedos perto de minha face. OH, pareciam pequenos gravetos. O cheiro de sua pele estava tomando todo o qualquer oxigênio que ousara entrar em meus pulmões. Ia senti-la. Por noites e dias de desejos, era naquele momento. Ia senti-lá. Toque-me. Implorei. Toque-me. Uma lágrima escorreu de emoção. Meu coração bateu tão forte que não pude nem diferenciar a dor que senti quando enfim percebi.



BAAAACK!



AH, minha doce pequenina. Você me tocou. Você me levou. E levou mais. E levou tudo. Por quê? De mim, apenas corpo e vida sobravam. Onde estava meu coração? Onde estava você?


AH, minha doce pequenina. Sua valsa abusou do meu ser. Era mais uma manhã de verão. O calor tocava minha pele com selvageria, ardia. Uma vez me disseram que sonhar era perca de tempo. Uma vez eu decidi que você existia. Uma vez, eu sonhei com você. Uma vez, uma vez, uma vez. Você estava aqui, uma vez. Eu a vi. Posso jurar. Em meus sonhos você caminhou. VOCÊ DANÇOU PARA MIM. OH não querida, por favor, não sai dos meus olhos. Você me tocou e agora eu sou seu. Completamente seu. Como faço para voltar? Por favor, me mostre o caminho, por favor, volte. Pensei tantas vezes em você que me esqueci de mim. Onde estou? Sussurrei tantas vezes teus sonhos que agora já não sei por que vivo. Faça-me voltar. Faça-me voltar!



BAAAAACK!



"Pare de sonhar e preste atenção na aula. Teus sonhos não vão te tornar uma pessoa melhor!"



- Obrigada!



AH minha doce pequenina. Porque tu não me contaste? Porque não me contaste que eras, é e sempre vais ser apenas um sonho? Se tivesses me dito, eu não estaria agora, sofrendo. Faça-me voltar. Preciso do caminho de volta. Por favor. QUERIDA!


[...] Ele pediu para ir ao banheiro. O corpo tremia e a vista estava turva. Um. Engole. Mas um. Engole. Outro. Cambaleou. Chegou ao banheiro e suava frio. A caixa de remédios já estava quase no final. O pai bêbado, a mãe depressiva e a irmã viciada agora não importavam mais. Os roxos em sua pele? Amigos na escola. No fundo eles até que gostavam dele. Ou não? Não importava mais. Iria encontrá-la, sabia. Mais um. Engole. O último. Tossiu. Caiu. E dormiu então. Caminhou ao encontro dela. Mas ela... Não passava de um sonho.


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Comentários

  1. Parabéns pelo texto. Curti bastantãooo, de verdade.

    Tem o domm minaaa hahahahhaha

    Com certeza vou frequentar o blog seeeeeeempreee.

    Bjoo

    ResponderExcluir
  2. Um bom texto, sem erros ao meu ver. Ficou interessante como desenvolves cada pedaço. Ficou com nexo. Coerência e uma boa perfeição nas palavras, adorei. Continue assim.

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